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Marca brasileira gera polêmica na Itália e imprensa pede boicote

Labellamafia foi criada no sul do Brasil

15.12.2020
por Redação

Foto: divulgação

Quem diria que o nome de uma marca brasileira poderia causar uma polêmica tão grande fora do país, mas foi exatamente o que aconteceu com a Labellamafia.

A imprensa italiana ao lado de grandes jornais, como o LaSicilia, fizeram matérias pedindo boicote à marca por conta do nome, que significa “a bela máfia”. Eles pedem também que a marca não seja mais vendida no país, alegando que a palavra máfia tem conotação apenas negativa e não deve ser usada. No país, a máfia é algo a ser levado muito a sério, já que as brigas entre as famílias causaram muitas mortes e infligiram dores intermináveis que afetaram a Itália como um todo.

Manchete sobre a marca Labellamafia no jornal “Lasicilia”

E uma dessas matérias, o jornal Parma la Repubblica entrevistou Antonio Ferrante, presidente da gestão regional da Pd Sicilia, que disse o seguinte: “Não é mais aceitável descobrir a cada dia que em algum lugar do mundo uma palavra que evoca dor, morte e violência é banalizada ou mesmo usada como atrativo para vender… [isso] Requer ação imediata para que a linha seja retirado pelo menos em nosso país que pagou um preço muito alto na luta contra a máfia, que nunca será bela, mas sim horrenda e desumana.”

O outro lado

 

A marca, que investe em streetwear, afirma que a palavra “máfia” tem um sentido mais amplo do que na Itália, sendo usada no Brasil para denominar um grupo de pessoas unidas por um mesmo ideal. A nomenclatura foi escolhida cuidadosamente para evidenciar o trabalho realizado por todos os colaboradores da empresa, juntos em um ideal, daí a escolha do nome.

A marca também afirma que investe na comunidade, tendo permanecido no local de sua fundação, Florianópolis, onde gera mais de 170 empregos diretos.

Nas primeiras semanas da pandemia do COVID-19, a Labellamafia se propôs a ajudar e foram realizados estudos e pesquisas para desenvolver maneiras de contribuir com os profissionais de saúde. Realizaram, então, a confecção de máscaras e roupas EPIS, que foram doadas para as secretarias de saúde dos municípios do Sul. Ao todo foram mais de 150 mil peças produzidas.

Há mais de 15 anos no mercado, a empresa, fundada em 2007 pelo jovem empreendedor Giuliano Puga e Alice Matos conta com mais 1.200 pontos de venda no Brasil e 250 no exterior, e presente em mais de 40 países como Argentina, Bolívia, Colômbia, Estados Unidos, Grécia, México, Panamá, Paraguai e Venezuela.

Foto: divulgação

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